terça-feira, 6 de dezembro de 2011

lendas....

22.14.07.1 - AS DIFERENTES IDADES (Eras)
As Eras do homem são descritas por Hesíodo, em sua obra Os trabalhos e os dias, segundo ele a raça humana depois de criada teria passado por 5 eras ou idades, cada idade com uma raça correspondente. Mais tarde, o latino Ovídio aproveita tal cronologia para compor sua mais famosa obra, Metamorfoses, suprimindo apenas a "Era Heróica/dos Heróis".
 
Era e Raça de Ouro:
Ocorreu durante o governo de Cronos. Viveram livres de sofrimentos, paz e harmonia predominaram durante esta era. Os humanos não envelheciam, mas morriam pacificamente. A primavera era eterna e as pessoas eram alimentadas com bolotas de um grande carvalho, com frutas silvestres e mel que gotejava das árvores. A principal característica dessa era, de acordo com Hesíodo, era a de que a terra produzia comida em abundância, de modo que a agricultura era uma atividade supérflua. Esta característica também define quase todas as versões posteriores do mito. Esta era terminou quando Prometeu deu o segredo do fogo aos homens. Zeus puniu os homens, permitindo que Pandora abrisse sua caixa que originou todo o mal no mundo mortal, essa primeira raça foi transformada em gênios bons, guardiões dos mortais, chamados de Daímones Epictonicos, intermediários entre os deuses e os homens que agiam sobre a terra. Ao fim dessa idade, Astréia, deusa da justiça, abandona a Terra para não ver o sofrimento dos mortais nas próximas idades.
Era e Raça de Prata:
Zeus encurtou a primavera, criando as estações e assolando a terra com o frio e calor. Tornou-se necessário a invenção de casas e o desenvolvimento da agricultura, ocorreu também a extinção da juventude eterna. Em algumas versões essa raça viveu uma longa infância de 100 anos, mais crescendo, entregam-se a excessos e recusam-se "a oferecer culto aos imortais", após a morte, foram transformados em gênios inferiores, os chamados bem-aventurados, conhecidos como Daímones Hipoctonicos.
Era e Raça de Bronze:
Zeus cria então uma terceira raça de homens perecíveis, a raça de bronze, bem diferente da raça de prata. Violentos e fortes, com armas de bronze, eles acabaram sucumbindo nas mãos uns dos outros e foram levados para o Hades, "sem deixar nome sobre a Terra".
Era e Raça dos Heróis:
Em seguida surge a raça dos heróis, que combateram em Tebas e em Tróia, para eles Zeus reservou uma morada na Ilha dos Bem-Aventurados, onde vivem felizes, distantes dos mortais, sem contato com os vivos, alguns se tornaram deuses ao irem para o Olimpo; os heróis injustos iam para o mundo inferior, junto com os humanos normais.

Era e Raça de Ferro:

Finalmente vem o duro tempo da raça de ferro, que dura até hoje - tempos de incessantes misérias e angústias, mas quando "ainda alguns bens são misturados aos males". A essa raça aguardam dias terríveis: "o pai não mais se assemelhará ao filho, nem o filho ao pai, o hóspede não será mais caro a seu hospedeiro, nem o amigo a seu amigo, nem o irmão a seu irmão". Após a morte iam para o Hades e lá permaneciam como sombras, os considerados justos iam para os Campos Elíseos - onde ficavam 1000 anos até se apagar o que de terreno havia neles -, depois disto esqueciam toda a sua existência e segundo alguns reencarnavam e segundo outros realizavam metempsicose (reencarnar em animais) os Injustos iam para o Tártaro para toda a eternidade.
Bibliografia:
Pré-Socráticos NOVA CULTURAL
22.14.07.2 - DEUCALIÃO E PIRRA
O primeiro Deucalião foi um filho de Prometeu e Climene. Era casado com Pirra. Quando a fúria de Zeus foi lançada contra o holismo dos pelásgios, Zeus decidiu pôr um fim à idade do bronze com o dilúvio, mas antes, avisou o casal para que eles construíssem um barco para se salvarem do dilúvio.
História
Zeus observava espantado a humanidade, havia muitas guerras, o ódio estava instaurado. Então resolveu exterminar a espécie humana, certo de que fora o maior erro que os deuses cometeram. Os humanos não teriam direito a vida. Foi convocado o conselho dos deuses. Todos obedeceram à convocação e tomaram o caminho do palácio do céu. Esse caminho pode ser visto todas as noites claras, atravessando o céu, é chamado de Via Láctea. Ao longo dele ficam os palácios dos deuses ilustres. Dirigindo-se à assembléia, Zeus expôs as terríveis condições que reinavam na terra e anunciou que iria destruir todos os homens e criar uma nova raça que fosse mais digna de viver e que soubesse melhor cultuar os deuses. Tomou seu raio, e já ia atirar contra o mundo, destruindo-o pelo fogo, quando percebeu o perigo que um incêndio teria para os próprios deuses. Resolveu então inundar a terra.

O vento norte, que espalha as nuvens, foi encadeado; o vento sul foi solto e em breve cobriu todo o céu com escuridão profunda. As nuvens empurradas em bloco, romperam-se; correntes de chuva caíram; as plantações inundaram-se. Não satisfeito, pediu ajuda à seu irmão Posseidon. Este soltou os rios e lançou-os sobre a terra. Sacudia-a com um terremoto e lançou o refluxo do oceano sobre as praias. Rebanhos, animais, homens, casas e templos engolidos. Tudo se transformou em mar. Os peixes nadavam sobre os galhos das árvores; a âncora se prendia num jardim. De todas as montanhas, apenas o Parnaso ultrapassa as águas. Ali, Deucalião e Pirra encontraram refúgio - ele é um homem justo, e ela, uma devota fiel dos deuses. Zeus viu apenas eles haviam sobrevivido e cessou a tempestade. Posseidon retirou as águas. Deucalião dirigiu-se a Pirra e disse:

"- Ó esposa, única mulher sobrevivente, unida a mim primeiramente pelos laços do parentesco e do casamento, e agora por um perigo comum, pudéssemos nós possuir o poder de nosso antepassado Prometeu e renovar a raça, como ele fez, pela primeira vez! Como não podemos, porém, dirijamo-nos àquele templo e indaguemos dos deuses o que nos resta fazer."

Entraram em um templo coberto de lama e aproximaram-se do altar. Prostaram-se na terra e rogaram à deusa que os esclarecesse sobre a maneira de se comportar naquela situação. "- Sai do templo com a cabeça coberta e as vestes desatadas e atirai para trás os ossos de vossa mãe" - respondeu o oráculo. Pirra ficou confusa com o que o oráculo disse. Ela não poderia fazer o que ele estava pedindo. Deucalião pensou seriamente e chegou a conclusão de que se a terra era a mãe comum de todos, as pedras seriam seus ossos. Resolveram tentar. Os dois velaram o rosto, afrouxaram as vestes, apanharam as pedras e atiraram-nas para trás. As pedras amoleceram e começaram a tomar forma humana. As pedras atiradas pelas mãos do homem, tornaram-se homens; pelas mãos da mulher, tornaram-se mulheres. Era uma raça forte e bem disposta para o trabalho.

 

Dilúvio grego
A mitlogia grega relata a história de um grande dilúvio produzido por Poseidon, que por ordem de Zeus havia decidido pôr fim à existência humana, uma vez que estes haviam aceitado o fogo roubado por Prometeu do Monte Olimpo. Deucalião e sua esposa Pirra foram os únicos sobreviventes. Prometeu disse a seu filho Deucalião que construísse uma arca e nela introduziesse uma casal de cada animal, de forma análoga à Arca de Noé. Assim estes sobreviveram.

Ao terminar o dilúvio, a arca de Deucalião pousou sobre o Monte Parnaso, onde estava o Oráculo de Temis. Deucalião e Pirra entraram no templo, para que o oráculo lhes dissesse o que deviam fazer para voltar a povoar a Terra, e a deusa somente lhes disse:"Voltem aos ossos de suas mães" Deucalião e sua mulher adivinharam que o oráculo se referia às rochas.Destas formas, as pedras tocadas por Deucalião se converteram em homens, e as tocadas por Pirra em ninfas ou deusas menosres, por que ainda não se havia criado a mulher.
 
Deucalião (filho de Minos)
O segundo Deucalião viveu muitas gerações depois, e governou Creta. Foi um filho de Minos e Pasífae, e aparentemente sucedeu seu irmão mais velho Catreu como rei de Creta. Este Deucalião foi o pai de Idomeneu, seu sucessor, que deixou um força cretense para a guerra de Tróia, bem como um filho bastardo chamado Môlo, pai de Meriones.
 

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